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2 de jun de 2009

quando a verdade é um problema

“Não importa aonde ainda há lugar para um papo cabeça”.

Nós seres humanos, como todos os seres que fazemos parte do universo, pertencemos a natureza, portanto o “homem natural”, é parte de um todo, pertencemos a natureza humana, mas sabemos que existem vários seres que pertencem a outra natureza, existem seres infra-humanos que não podemos ver sem ajuda de um potente microscópio, e sabemos ainda que existem seres que não podemos ver nem com tal instrumento.

É claro que existem possibilidades de se apreender esses seres por sonho, intuição, mas o que importa é que não estamos sozinhos e não agimos sozinhos, nesse “mundão de Deus”. Portanto somos regidos (quer aceitemos ou não), por forças que escapam ao nosso controle. Olhando a natureza percebo que ela age e reage de várias maneiras a cada agressão que o homem lhe impõe, essa manifestação afeta nossa vida, o homem desnorteado, inseguro, busca uma forma de controlar e dominar a natureza, através dos astros, da ciência, etc. O que tem a Verdade (Sinceridade) com a natureza? Tem muito a ver no sentido de que à palavra dita (verdade) emite na natureza (cosmos), ondas, vibrações de amor, ódio, tolerância e intolerância que provoca um desequilíbrio em todo o sistema e esse desequilíbrio nos afeta, através da manifestação de fenômenos, tais como: tsumanis, epidemias, guerras, enfim afeta psiquê humana.Vimos que o universo é um todo ordenado, regido por “leis” próprias, que proporcionam equilíbrio e harmonia, então pode-se dizer também que somos regido por “leis divinas” e “leis humanas”, que quando transgredidas penalizam-nos. Então devemos agir de acordo com as leis para não atrairmos o “mal”.Para vivermos em sociedade com um mínimo de harmonia, é preciso que se estabeleça um contrato, pois segundo Hobbes “O homem é o lobo do homem”, para Rossueau “O homem nasce bom a sociedade é que o corrompe”.

E é esse contrato social que impede que nos matemos uns aos outros, a partir daí a minha relação com outro passa a ter limites, e quando eu ultrapasso esse limite tenho problemas, é sou atacado ou execrado. A própria vida nos impõe limites que é a morte, o dia é a noite, vivemos no limite nem sabemos se temos “livre-arbítrio”.No que concerne propriamente a nossa questão, que a de dizer a verdade ou “não”, é preciso avaliar se há necessidade de dizer ou as vezes é melhor agir com tato, pois nunca sabemos o que o outro tem na cabeça e muito menos no coração, o outro tanto pode compreender, ficar triste mais deixar para lá ou pode resolver efetuar um julgamento moral e condenar o autêntico à “aquisição”. Há que se levar em conta que cada um tem a sua verdade, e talvez ele não aceite um “não” civilizadamente, muita gente sofre dessa patologia, principalmente se esse “não” mexer com o “ego” (eu não gosto de você), acaba-se destruindo tanto o ego do outro que esse nem vai pensar no que motivou o “não” do outro e sim que o “outro”, aniquilou com o ego dele.Nesta “inquisição” moderna já não há fogueiras, hoje os indivíduos são fritados pouco a pouco, num jogo de força e poder altamente destrutivo, por isso devemos agir com prudência e pesar se vale mesmo a pena para uns dizer a “verdade”. Agora respondendo a questão: Como poderemos ser sinceros se todo mundo se ofende com a verdade? Nos reportemos a Sartre, ele disse: “Tenhamos nossos porões”, isso quer dizer que na “intimidade” podemos ser nós mesmos, e agirmos da maneira mais verdadeira possível, mais sempre no respeito é claro.Pode-se inferir que num “mundo de aparências”, onde cada um está mais preocupado em exercer o seu papel, e sobreviver pouco se importando se é verdadeiro ou não. O autêntico foge dos padrões, choca, escandaliza e muitas pessoas não querem simplesmente saber da verdade, só das ilusões, e quando ele vê a face da verdade para ele está vendo a face do mal que vai infelicitar sua tão frágil condição humana.Miriam

CristinaFilósofamiriamzarst@yahoo.com.br"Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores, não representando, necessariamente, a opinião deste site."

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