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21 de jun de 2009

Reencarnação e Genética

Como o acaso não existe, no vocabulário espírita, tudo na reencarnação, acontece sob a égide de Deus (fig.1 - gráfico anexo), o Senhor da Vida. Sendo esta programada, os Espíritos Superiores atuariam como construtores ou geneticistas, no fluxo da vida (Fig.1, em azul), selecionando o óvulo e o espermatozóide, na formação do ovo, que em última análise, originará aproximadamente os 70 trilhões de células do corpo físico; sempre que possível, o Espírito reencarnante colabora em ação conjunta nessa iniciativa. "Se temos um piloto de fórmula 1, é preciso um carro de fórmula 1"; se a determinação era para pianista ou cirurgião, o corpo físico não deverá apresentar defeito genético nas mãos, por exemplo, e que poderia acontecer se a fecundação fosse aleatória. De "Missionários da Luz" (1 - ver bibliografia no fim deste artigo), extraímos; "(...) passou a examinar os mapas cromossômicos, com a assistência dos construtores presentes. (...) examinando a geografia dos genes nas estruturas cromossômicas a fim de certificar-me até que ponto poderemos colaborar (...), com recursos magnéticos para organização das propriedades hereditárias. (...)" Prossegue o orientador: " - Mentalize os primórdios da condição fetal, formando em sua mente o modelo adequado."
Solicitada a natureza das provas pelo reencarnante, ou estabelecidas as expiações, os Espíritos Superiores a tudo estão atentos, na execução do projeto de recorporificaçã o. Até mesmo nas reencarnações compulsórias, o Espírito reencarnante, mesmo não colaborando no processo, tem conhecimento do programa estabelecido, por mais relutante que esteja, porque "ninguém penetra num educandário, para estágio mais ou menos longo, sem finalidade específica e sem conhecimento dos estatutos a que deve obedecer." , ainda em "Missionários da Luz" (1). "O grau de comando dos Espíritos Superiores, neste processo reencarnatório, é inversamente proporcional ao estágio evolutivo do Espírito."(1)

Ficará este conhecimento, como outros, de posse do Espírito e arquivado no seu perispírito por ocasião da reencarnação, a ser utilizado como intuição.

Estabelecem- se fortíssimos compromissos, talvez os maiores que possam assumir os Espíritos, entre os pais e o Espírito reencarnante e vice-versa, cujo cumprimento é fundamental para que se concretize a reencarnação, revigorando- se assim laços preexistentes, estabelecendo- se novos ou reparando-se outros. A quebra deste protocolo, terá repercussões importantíssimas sobre os compromissados Espíritos envolvidos no processo. Colaboram ainda, os Espíritos simpáticos e às vezes procuram interferir negativamente os Espíritos inferiores, de acordo com a possibilidade das sintonias, na reencarnação que se apresenta redentora para o seu desafeto.

Na realidade nós somos o que fomos, encontrando- se gravados no nosso perispírito, todas as vivências e experiências pregressas, a se transmitir através do modelo organizador biológico, ao novo corpo físico, não como uma fatalidade, mas como um ponto de partida, podendo ser modificada, na decorrência do que realizarmos de positivo ou negativo, na edificação da nossa proposta reencarnatória.

"(...) Essa Energética Espiritual, resultado de vivências e experiências incontáveis, com suas emissões vibratórias, apresentam zonas intermediárias (perispirituais) até desembocarem nos genes... por onde as sugestões, informações, diretrizes, enfim todo o quadro de nossa herança espiritual tivesse possibilidade de expressões nas regiões cromossômicas da herança física." (2)

Nos genes, estão as moléculas de DNA, situando-se particularmente no núcleo das células(99,5% ) e no citoplasma (DNA mitocondrial- 0,5 %), que comandam a síntese das proteínas e a atividade celular, sem as quais não haveria vida, e que são mais importantes componentes plásticos do que energéticos, do corpo físico.

No DNA está implantado o nosso "relógio biológico"(8), gatilho de todas as doenças genéticas (natureza, tempo de surgimento, duração, gravidade, periodicidade) , além dos caracteres e deficiências físicas.

"O Dr. Jorge Andréa chega a admitir que o espírito possa estar presente e influir na seleção do espermatozóide que vai disparar o mecanismo de fecundação e conseqüente gestação. Naturalmente que para isso é necessário que o espírito tenha condições evolutivas e de conhecimentos bastante satisfatórias, pois há renascimentos regidos por leis emergenciais, em cujo processo pouco participa conscientemente o reencarnante. É certo, porém que a presença do espírito ou, pelo menos, sua imantação ao feto é vital ao desenrolar o processo, dado que é seu perispírito que traz as matrizes cármicas que entram como componente decisivo na formação do corpo físico, interagindo com mecanismos puramente genéticos."

Não seríamos coerentes, se admitíssemos que só as células sexuais masculinas fossem selecionáveis, entre os 200 000 000 à 500 000 000 de espermatozóides (por ejaculação), que se propõem a fecundar o óvulo. Entrementes, ao completarem a sua formação os ovários contém de 300 000 à 400 000 folículos, cada um deles contendo um ovócito primário, e durante a vida da mulher, apenas cerca de 300 deles consegue atingir a maturação(4), sendo que os outros vão sofrer involução e regredir, sem progredir para óvulo. Portanto aqueles ovócitos são selecionáveis, no processo de maturação para a ovulação. Aceita a proposição de que os espermatozóides são escolhidos, não há porque negar que os óvulos também o são. Existiria pois um óvulo selecionado que chega, para um espermatozóide também pinçado pela espiritualidade, que irá alcança-lo. Não fora assim e haveria uma seleção para o espermatozóide e um acaso, para o óvulo. Desta maneira se dá a fecundação, formando-se o ovo ou zigoto, e o início da vida física e da ligação espiritual, quando existe um Espírito designado, e já pois fixado por seu cordão fluídico, caminhando o ovo e, o Espírito com seu sonho reencarnatório "dolorosamente conquistado e insistentemente solicitado" (5), em busca da nidificação no útero materno, preparado "carinhosamente" para recebe-lo na sua majestade, intensificndo- se os laços perispiríticos com o corpo físico, (6) quase completamente ao nascimento e finalizando- se até aos sete anos de idade, aproximadamente. "A união começa na concepção, mas só se completa por ocasião do nascimento."(7). "A diferença é sutil, mas interessante de considerar: ele não está encarnado, mas ligado, da concepção ao nascimento." ( 8)

Concomitantemente, os movimentos vibratórios do perispírito vão diminuindo e restringindo ocasionando a obnubilação da memória e "um véu cada vez mais espesso envolve a alma e apaga-lhe as radiações interiores." (6).

Esta maravilhosa construção encarnatória, realizada pelos Espíritos Superiores, é uma concessão da bondade, da misericórdia e da justiça divina, "demonstrando que a vida é uma realidade, antes da nossa organização biológica." (9)

Albert Einstein, ao analisar que a fecundação e o desenvolvimento do ovo, violavam todas as regras da Termodinâmica, assim se pronunciou: "Posso afirmar que o Universo não explica o Universo e a matéria não se explica a si mesma. Fora do Universo e independente dele, existe um poder pensante e atuante, que é responsável pela aglutinação das moléculas, no campo da energia material." , e conclui: "A ciência sem religião é capenga e a religião sem ciência é cega." (9)

O Espiritismo nos mostra a grandeza desse elo entre a genética e a reencarnação, entre a Ciência e a Religião.

(1) XAVIER, Francisco Cândido. Pelo Espírito André Luiz. Missionários da Luz .FEB 28ª edição; pg 187 à 189 e 208.
(2) KÜHL, Eurípides. Genética e Espiritismo, FEB 1 ª edição, 1996; pg 40.

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