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13 de out de 2009

Autoestima feminina

Autoestima é coisa séria. Especialistas garantem que ela é construída desde que somos bem pequenininhos e se torna elemento básico na formação pessoal das crianças. Portanto, o trabalho das mães (e também dos pais) começa cedo. Mães e filhas, por exemplo, podem viver eternamente em pé de guerra, mas uma coisa não há como negar: a mãe é o primeiro modelo de mulher que aparece na vida de uma menina. A forma como trata a filha e os comentários que faz sobre ela deixarão marcas para sempre.

Para início de conversa, a autoestima é o julgamento que temos sobre o nosso próprio valor. Isso engloba o amor que sentimos por nós mesmos e a aceitação pelo que somos - com nossas qualidades e defeitos. De acordo com a psicóloga Ana Cristina Calil, o papel da mãe nesse processo é fundamental. "Quando você planta amor e confiança, sua filha poderá colher autoestima", observa.

A inclusão da autoestima na nossa vida se faz em um período bastante crítico, que vai do nascimento aos 7 anos. É uma etapa crucial, pois nela é formada a personalidade dos pequenos. Nesta época é importante que as crianças se aceitem como realmente são: gordinhas, baixinhas, mais quietas, falantes, de óculos. Não importa! Para isso, mostre aos filhos suas qualidades e faça-os ver como são bonitos, capazes, únicos. Elogie com frequência, ouça suas conquistas e festeje-as com eles, mostre o seu verdadeiro valor. Alie tudo isso a uma boa educação, muito amor e uma família estruturada. Bingo! É sucesso na certa!

Todo esse processo precisa combater a imagem que os meios de comunicação passam: a de que uma mulher tem que ser perfeita. Não critique o corpo da sua filha, evite fazer comparações irreais. Foi-se o tempo em que fórmulas pré-determinadas não aceitavam a diversidade. Hoje até as Barbies celebram esse leque como bonecas negras, orientais, ruivas...

Entenda que autoestima não tem só a ver com beleza. É um conjunto que engloba autoconhecimento, bem-estar, caráter, maturidade, inteligência... Uma pessoa que quer valorizar muito a sua aparência pode confundir ego "inflado" com autoestima. E, vamos combinar, ego "inflado" não é remédio para nada! Já a autoestima atua como uma espécie de sistema imunológico da consciência e previne diversos problemas psicológicos. Especialistas afirmam que uma baixa autoestima pode levar uma pessoa a ter problemas como depressão, complexo de inferioridade, anorexia e timidez. Alguns se enveredam pelo caminho das drogas e tomam uma postura mais agressiva, afastando-se da família e dos amigos.

"Pessoas com o ego fragilizado se veem como um cristal, que pode se quebrar facilmente", observa a psicóloga, que completa: "A fórmula certa prima pelo equilíbrio que só uma pessoa bem resolvida pode ter. E isso tem tudo a ver com a priorização do amor dentro de casa, essencial para se chegar à autoestima".

Por isso, alguém que tem uma boa autoestima se sentirá valioso, seguro, competente, não será manipulado pelos demais e terá confiança em si. A relação com as demais pessoas também será diferente. Alguém com a autoestima no lugar não se sentirá diminuído e estará sempre pronto a aprender. E é uma lição que leva para toda a vida. Aprendendo com a mãe, é bem provável que a filha absorva esse modelo e passe esses ensinamentos também para as suas filhas.

É bom lembrar que crianças já nascem com elevada autoestima e os pais são os principais responsáveis por arruiná-la com xingamentos e depreciações. Portanto, tome cuidado com as palavras! Já está provado cientificamente que filhas de mães carinhosas, atenciosas, trabalhadoras e honestas reproduzem com mais facilidade esse comportamento. De acordo com Ana Cristina Calil, o amor próprio é construído de pouquinho em pouquinho, desde o ventre materno, quando o bebê já tem suas impressões sobre o mundo exterior. Se ele se sente amado e protegido e, se esse comportamento dos pais continua depois que ele nasce, esta criança cresce um adulto bem resolvido.

É claro que ninguém pode dar aquilo que não tem. Por isso, a mamãe precisa ser uma pessoa equilibrada emocionalmente. Para criar filhas seguras a mãe deve ter boa autoestima, segurança interna e ser afetiva. "Tendo uma boa aceitação de si mesma, a mulher passa, mesmo que inconscientemente, isso para suas filhas. Assim, as meninas serão estimuladas a formularem conceitos positivos também sobre si", ressalta Ana Cristina.

Medos e neuroses são tão transmissíveis quanto as coisas boas. Aí está a importância de ser uma mãe saudável, que trabalha suas dificuldades para evitar passar para as filhas as imagens negativas. A chave do sucesso para essa empreitada é sempre estimular comportamentos e mudanças para que as meninas se tornem adultas mais preparadas para o futuro. A confiança da mãe aumenta, em muito, a autoestima das filhas.

A autoestima pode ser comparada a uma plantinha: precisa ser cuidada todos os dias para que se fortaleça. Disso depende o bom desenvolvimento na aprendizagem, nas relações, nas atividades, e na construção da felicidade para uma vida adulta equilibrada e satisfatória. Então, diga à sua filha que a ama, abrace-a todos os dias, reforce suas qualidades, aceite suas opiniões, seja companheira, respeite-a e ensine-a a respeitar, ouça o que ela tem a lhe dizer, passe um tempo de qualidade com ela, encoraje-a. Faça-a perceber o quanto vocês são maravilhosas e únicas simplesmente por existirem!







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