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18 de out de 2009

inveja

Dentre os sete pecados capitais, a inveja talvez seja o mais comum...e o mais perigoso para os relacionamentos. 73% dos brasileiros já admitiram ter sentido inveja, segundo o Ibope. "A inveja nasce como um desejo de ter o que as pessoas ao seu lado têm, é um sentimento natural. Ele se transforma em inveja quando, em vez de querer algo, você quer evitar que o outro consiga qualquer coisa", explicou o rabino Nilton Bonder, autor de "A cabala da inveja".

De onde surge esse monstrinho verde?

Bonder explica que a inveja é construída em cima de raiva e frustração. "O invejoso se sente fracassado em determinadas áreas da vida e, para não sentir raiva de si mesmo, transfere esse ódio para o outro".

A inveja só aparece em grupos de pessoas que estão próximas, seja uma família ou um escritório. "Sentimos inveja de pessoas que estão ao nosso lado e que nos lembram de uma forma ou de outra que não estamos conseguindo atingir as nossas metas de vida. Logo, não há como sentir inveja de uma celebridade, por exemplo", explicou Bonder.

Para o psicólogo Carlos Byington, devemos ficar atentos à inveja porque ela nos indica uma vocação, um desejo reprimido. Ela só se torna maligna quando não nos esforçarmos para conseguir o que queremos.

Mas achar que os invejados são sempre as vítimas é um erro, alerta a terapeuta Amélia Nascimento. "A inveja nasce de uma relação e muitas vezes, mesmo inconscientemente provocamos este sentimento, seja desmerecendo o esforço do outro, seja irradiando sem parar nossas conquistas".

Os que gostam de provocar inveja geralmente possuem um certo sentimento de inferioridade, explicou o rabino: "Se vangloriar de algo é uma tentativa de se valorizar diante do outro e isso causa inveja".

A inveja é sempre igual?

Segundo Byington, existem três tipos de inveja. O primeiro deles é a inveja autodestrutiva. "É quando nos sentimos inferiores diante da aparência ou conquista de outras pessoas", explicou.

O segundo tipo, o mais grave, é a inveja patológica, aquela que nos faz querer destruir aquele que invejamos. "Mas a inveja patológica como a retratada na novela 'Celebridade', onde a personagem de Claudia Abreu quer destruir a de Malu Mader, é uma coisa completamente diferente de nosso dia-a-dia", avisou Amélia.

Carlos Byington defende um terceiro tipo de inveja, a criativa. O termo ele tirou de uma declaração de Cazuza, que morria de inveja da letra de "Que país é esse?", de Renato Russo. O músico usou esse sentimento para compor "Brasil". "A inveja criativa é aquela que você sente e usa para conquistar o que deseja", explicou o psicólogo.

O que fazer com a inveja que eu sinto?
Transformar a inveja que você sente em algo positivo é mais fácil do que se imagina. Primeiro, tente observar o que você gosta na pessoa que inveja: é a aparência? O cargo? A família? Amigos?

Depois dessa análise, será que você não exagerou na idealização dessa pessoa? "Coloque o alvo de sua inveja em perspectiva. Costumamos idealizar a vida de quem invejamos e quando analisamos friamente a situação, vemos que ela é tão cor-de-rosa assim, que existem dificuldades, problemas", aconselhou Bonder.

É preciso também valorizar mais o que temos. "Quando sentimos inveja, ampliamos a figura da pessoa e diminuímos tudo que temos e conquistamos. É preciso equilibrar isso. Nem a pessoa está em um pedestal e nem você na sarjeta", falou Bonder.

Tente transformar a inveja em admiração. "É muito simples fazer essa mudança. Em vez de odiar o outro pelo que ele tem, tente encará-lo como um exemplo a ser seguido", disse Amélia.

E quando as pessoas me invejam?
Se você acha que é alvo de inveja, deve primeiro observar se não a provoca. E mantenha-se relaxado ao receber alfinetadas. "A inveja é muito mais prejudicial ao invejoso. Se você está seguro que merece o que tem, nada vai te atingir", explicou Amélia.

Mostrar-se amigável é uma boa forma de desarmar os botes do invejoso. "Tente ser mais amoroso com as pessoas, ser menos competitivo", disse Nilton Bonder.

No caso de o invejoso causar algum dano real, uma conversa franca pode ser a solução. "Chame a pessoa para conversar e pergunte por que ela te quer tão mal. Mas só faça isso se realmente ela te prejudicou", aconselhou Amélia.

E nada de acreditar em olho gordo! "O outro pode até fantasiar que te destrói, mas quem atrapalha a sua vida é você! Se inveja atrapalhasse a vida de alguém, Pelé seria um Zé Ninguém hoje", disse a terapeuta.

Finalmente, tenha cuidado também em não inventar inimigos. "Isso acontece muito em escritórios. Você recebe uma promoção ou um aumento, mas não se sente segura de que o mereceu, então tem a impressão de que todos pensam a mesma coisa. Cuidado com a paranóia", alertou Amélia.

Para ler e refletir

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