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12 de out de 2009

o sol

No dia 07/02/2009, coincidentemente ou não, um dia antes do meu aniversário, e que presente que eu ganhei. Era um sábado, e o clima predizia um dia de muito sol. Fui até a parte de trás de um grande Shopping em São Paulo (cidade onde resido). Lá era o local do encontro, o primeiro para mim, diga-se de passagem. Após um curso de autoconhecimento profundo que fiz, mudei de forma significativa o meu modo de ver o mundo e uma vontade imensa de aproveitar ao máximo todo o tempo de vida que eu tenho. Calma, não pensem que estou com uma doença terminal, foi apenas a constatação do real valor da vida, e o que eu ando fazendo com a minha. Assim, estou como que buscando aproveitar tudo o que a vida me traz, estou prestando atenção aos “detalhes”, digamos assim.

Bom, voltando ao ponto de encontro, cheguei cedo na ânsia de aproveitar cada minuto, fiquei ali aguardando, cheguei com uma hora de antecedência para vocês terem uma idéia! Fiquei imaginando como seria esse encontro, como eu deveria me comportar e um medo e ansiedade me invadiram, deveria eu continuar ou ir para casa? Não, vou ficar, vou sair da “zona de conforto” vou encarar de frente todos os meus medos, e me permitir ter essa vivência, na pior das hipóteses eu apenas saberia que ainda não era o meu momento, mas como saber sem vivenciar? Então fiquei ali, aguardando. Quando deu a hora, não vi ninguém que poderia fazer parte do grupo, e agora? Será que o local estava errado?

Observava o tempo, o sol estava ficando cada vez mais forte e o céu estava limpo, passava das 9 horas, horário do encontro. Resolvi sair do carro e subir a rua a pé, nessa caminhada, um homem em um carro me disse: “MEU DEUS, BOM DIA!” – e, eu respondi com um sorriso largo: “BOM DIA!” Interessante essa passagem, pois, antigamente eu me sentiria desconfortável com essa abordagem e ficaria de mau-humor, hoje, vejo com outros olhos e sinceramente fico grata com essas atitudes.

Ao subir mais um pouco a rua, encontrei um posto policial, e como eu demonstrava estar procurando por algo, o policial me perguntou: - Você faz parte da excursão? Eu disse que não, que procurava o Grupo Sol. E ele respondeu: - Ah, é aqui no estacionamento. E assim, encontrei o meu grupo! Voltei correndo para o carro e aquele rapaz que havia falado o Bom dia, me viu correndo e disse: “Cuidado para não cair, fica com Deus!” Nossa, isso sim valeu à pena, é engraçado que quando você se permite coisas novas, você recebe coisas novas e com mais respeito, carinho e amor.

Então, estando ali reunida no grupo, pude conhecer um pouco mais sobre eles, e nos deram as dicas de como se comportar quando chegássemos aos locais de ajuda. Agora, sim posso explicar um pouco mais sobre o Grupo. O Grupo Sol assiste a diversas instituições e organiza em todo o primeiro sábado de cada mês um trabalho voluntário para visitar essas instituições levando mantimentos entre outros materiais doados, e ainda permite, que pessoas que desejem levar seu carinho, reconhecimento, alegria e amor aos internos destas instituições, que possam prestar esse trabalho voluntário junto ao grupo. Na parte da manhã os trabalhos são voltados para as crianças, na parte da tarde aos idosos, mas você tem a opção de participar de manhã ou à tarde ou em ambos os períodos.

Assim, o Grupo Sol divide entre os coordenadores as instituições que serão visitadas, e nós optamos para qual delas desejamos prestar nosso trabalho. Dessa forma, optei para acompanhar o Coordenador Edson, que nos levaria para o FIC – Fraternidade Irmã Clara, instituição que presta assistência aos portadores de paralisia cerebral.

Antes de iniciarmos o trabalho, nós somos levados para um local onde fica exposto um quadro com as fotos de todos os internos para que possamos conhecer um pouco mais sobre eles, neste quadro também fica descrito como reagem, qual a melhor forma de interagir com cada um deles e se recebem a visita ou não de seus familiares.

Após visualizar esse quadro, somos levados para conhecer a turma de internos que irá passear conosco, o Grupo Sol nos deixa livres para escolher qual a pessoa desejamos levar e, assim, neste dia conheci a Jane, uma menina em torno de 25 anos, que tem paralisia cerebral, levei ela para passear empurrando sua cadeira de rodas. Fomos ao Memorial da América Latina, que fica próximo ao FIC, ver uma das exposições e fiquei encantada por uma pessoa que não sabia se expressar muito bem, mas demonstrava alegria ao ver as cores e bonecos da exposição. Descobri ainda, o valor de uma calçada bem feita, pois os inúmeros buracos me fizeram parar bruscamente várias vezes, e descobri o real valor das rampas de acesso quando se está em uma cadeira de rodas.

Valorizei muito esse dia, e essa instituição. Acompanhei por alguns momentos os funcionários e voluntários, e percebi o quanto há de carinho e amor naquelas pessoas! Fomos embora quase à hora do almoço e pude ouvir a Jane dizer "Quero papá" e uma das funcionárias dizer "Quer papar Jane, vou trazer seu papá". E são essas pessoas que dão de comer, remédio, banho e sabe lá Deus tantas outras coisas que tem que fazer, alguns recebem por isso, outros fazem por amor a essas pessoas especiais.

Foi um dos momentos mais mágicos da minha vida. Se você se identificou com esse trabalho e deseja fazer um trabalho voluntário, conheça o Grupo Sol, você só precisará levar sua boa vontade e amor.


Conheça o Grupo Sol: http://www.associacaogruposol.org.br

Conheça o FIC: http://ficfeliz.org.br/

Visitas todo o primeiro sábado de cada mês.
Amanhã tem visita, faça a diferença! Ver Local de Encontro


Abraço fraterno,

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