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28 de abr de 2011

Um Distante Pedido de Socorro (relato)

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Um Distante Pedido de Socorro

Bom, a experiência que eu vou relatar não é minha. Não fui eu que a tive. E como são pessoas próximas, prefiro ocultar os reais nomes, mesmo porque é algo muito doloroso para os envolvidos até os dias de hoje.

Ocorreu que, a uns dez anos atrás, em um bairro de classe média alta, em uma grande cidade aqui de Minas, o telefone do posto policial - que ficava praticamente na entrada do bairro - tocou de madrugada. O policial que atendeu ao chamado ficou apavorado com o que ouvia: do outro lado da linha, uma mulher (jovem, pela voz) gritava e chorava compulsivamente. Dizia que se chamava Alessandra, que estava muito machucada, com muita dor e coberta de sangue dos pés à cabeça. O policial mais tarde veio a dizer que nunca havia sentido tanto horror. A menina, com a voz titubeando - como se estivesse com sangue na garganta - dizia que não conseguia andar, que precisava de ajuda e gritava, gritava muito. Para a surpresa dos 3 policiais que estavam na guarita, a menina, com muito esforço, deu o endereço de uma casa daquele mesmo bairro.

Os policiais correram para o local e viram que o local era a casa de Seu Cláudio e D. Cida, que moravam ainda com suas quatro filhas. Com todo o barulho dos oficiais, dos carros e das sirenes, todos eles saíram, desesperados, da casa. Porém, sem nada entender. Os policiais entraram, revistaram o local e não descobriram absolutamente nada. Ficaram até nervosos, com a possibilidade de ter sido apenas um trote.
Contudo, quando contaram sobre o telefonema, D. Cida baixou a cabeça e caiu no chão, aos prantos. Todos pareciam desesperados, assustados e choravam muito. Agora, eram os meganhas que não entendiam nada.

Acontece que, há uns 20 anos, D. Cida e Seu Cláudio, possuíam mais uma filha. Seu nome era Alessandra, e ela teve uma morte trágica, atropelada por um caminhão, quando andava de bicicleta em uma estrada próxima à saída do município. Depois dela ter sido arrastada por cerca de 10 metros, eles ainda a pegaram, colocaram no carro e dirigiram até o hospital da cidade (sua mãe carregando-a nos braços, toda quebrada e ensangüentada), mas ela não chegou com vida. Eles precisaram fazer isso, porque, na época, esperar pela ajuda de uma ambulância era perda de tempo.

Ela era uma criança linda, entre nove e dez anos, se não me engano. Teria uns 40 hoje. Duas de suas irmãs não a conheceram viva. A mais velha dessas duas, não raramente vê pequenas luzes verdes sobrevoando os cômodos da sua casa, bem como um homem de chapéu preto que costuma ficar no pé de sua cama à noite (quando criança, ela se referia a ele como "capetinha"). Seu cachorro, um rottweiler enorme, late constantemente para o nada e, uma vez, quando levei uma namorada minha na casa delas, ela disse que o cachorro latia porque, encostada na parede, estava a "menina da foto", que foi como ela se referiu a uma foto de Alessandra, que ficava em destaque na mesa da sala.



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