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7 de fev de 2012

Vendi minha alma (relato)

Vendi minha alma – Oração de São Cipriano

cipriano
Meu nome é Bernardo Batista e vou lhes contar como vendi minha alma ao Diabo.
Quando eu era pequeno, andava sempre muito doente. Peguei tuberculose e quase morri.
Como era contagioso minha mãe me fez viver uns tempos isolado, usar pratos, copos e talheres separados para não contaminar ninguém. Fiquei num quartinho que só servia para guardar tranqueiras velhas.
Como eu não tinha o que fazer nesse tempo, eu ficava fuçando nas velharias do quarto. Achei várias revistas Contigo, jóias, chapéus, brinquedos quebrados, nada de muito interessante.
Mas quando mexi embaixo da cama, achei uma trouxa de pano bem esquisita.
Desenrolei o pano e de lá saiu um punhal sujo de sangue seco. Junto com ele havia um livro velho de capa preta com o nome escrito em dourado meio apagado: São Cipriano – Capa Preta.
livro_cipriano
Na época eu não sabia do que se tratava e fiquei maravilhado com aquele livro. Tinha vários feitiços abomináveis. Magias de proteção e de esconjuro nas quais se sacrificava sapos, gatos pretos e até o cachorro de estimação da família. Era divertido ler essas coisas medonhas, para mim era como ler um bem escrito livro de terror, nada mais.
Foi então que, ao abrir o capítulo da Oração da Cabra Preta Milagrosa, caiu no chão um pedaço de papel muito velho e dobrado.
Nele estava escrito nomes de todas as pessoas da minha família, inclusive eu!
Tinha o nome dos meus avós e na frente de cada tinha um OK.
Tinha o nome dos meus tios e na frente de alguns tinha um OK. E então percebi que os OK’s eram para marcar os parentes que tinham morrido! Puta que pariu!
Eu li o livro desesperado e descobri que minha mãe havia vendido sua alma ao Diabo em troca de poder, beleza e felicidade. E para adiar seu pagamento ao Tinhoso, ela entregava um parente de sangue no seu lugar cada vez que ele vinha buscá-la! QUE PUTA!
Olhei a lista novamente e quase caí para trás ao ver que o meu nome era o próximo.
Talvez fosse por isso que eu estava tão doente. Ou não.
Não pensei duas vezes. Fiz a Oração da Cabra Preta Milagrosa e vendi minha alma ao Diabo.
Fiz como ensinava o livro. Acendi uma vela em homenagem a Satã, com o punhal cortei meu polegar e deixei pingar uma gota de sangue sobre a chama. Então coloquei o punhal sobre a mesa com a ponta apontando para a chama, neguei o Espírito Santo três vezes e fiz a oração.
Notei que no final da oração diz-se o seguinte:
“A luta vencerei, com os poderes da Cabra Preta milagrosa. Inimigo, com dois eu te vejo, com três eu te prendo, com Caifás, Satanás, Ferrabrás.”
Lembrei que minha mãe sempre falava, quando não gostava de alguma pessoa: Com dois eu te vejo, com três eu te espanto, em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo.
Que velha mais macumbeira! O que ela fazia era só uma forma disfarçada de rezar a oração da Cabra Preta… Se sua mãe ou avó fala isso, você pode ter certeza de que ela é macumbeira.
No dia seguinte amanheceu uma serpente morta na frente da porta da nossa casa.
Eu não vi porque não podia sair do quarto, mas ouvi meu pai comentando com minha mãe. Era esquisito, pois morávamos na cidade e não havia mato por perto. A serpente deve ter se arrastado por mais de um quilômetro pelas ruas para morrer bem em frente à nossa casa.
Uma serpente morta. Esse era o sinal de que o pacto com o Diabo estava feito. Ele viria buscar minha alma dentro de 7 anos se eu não entregasse alguém em meu lugar.
No dia seguinte eu já estava melhor da tuberculose. Nem tossia mais. Já podia correr e brincar por aí e nunca mais peguei nem um resfriado.
Comecei a fazer a minha lista. Em primeiro lugar escrevi o nome da minha mãe, aquela velha macumbeira que vendeu seu próprio filho ao Diabo para não morrer!
Além dela escrevi o nome de todos os meus inimigos da escola. Escrevi uma pá de nomes, tudo de gente que eu não gostava. Dobrei o papel e fechei ele na página da oração, enrolei o livro junto com o punhal e escondi a trouxa no sótão da casa.
Passados exatos 7 anos, minha mãe veio a falecer. Não senti nada, nem chorei. Ela vinha me tratando mal, me amaldiçoando e me rogando pragas desde que descobriu que eu tinha roubado seu livro de São Cipriano.
Quando me tornei adulto, era rico, tinha todas as mulheres que queria e era considerado um cidadão exemplar na minha cidade.
Todos os meus inimigos tiveram mortes trágicas e agonizantes. E eu ficava cada vez mais feliz e cada vez mais triunfante e invencível.
Muitos me falaram que chega uma hora em que a invencibilidade cansa.
É claro que todos que disseram isso são invejosos falidos e decadentes. Que se fodam todos. Isso é porque eles não sabem como é bom.
Sabe quando a gente coloca Cheat Codes nos jogos e fica tudo mais fácil? Não enjoa não…
O problema é que a lista de “substitutos” um dia acaba. E não se pode fazer outra.
A minha lista já estava perto do fim e eu não estava nem um pouco com vontade de entregar minha alma ao Diabo.
Então resolvi abrir mão da invencibilidade…
Queimei a trouxa com o livro de São Cipriano e o punhal e virei evangélico para ser salvo pelo senhor Jesus Cristo. Enganei o Diabo! hehe
O Coisa Ruim é quem não deve ter gostado muito disso não. Mas ele que se foda porque agora sou de Deus!
Hoje sou um conceituado pastor da Assembléia de Deus e ministro culto de segundas e quartas-feiras às 19:00h.
Glória a Deus,
Pastor Bernardo Batista.




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